quinta-feira, 23 de junho de 2011

O economista João dos Reis Velloso escolheu Parnaíba, sua cidade natal, para lançar seu mais novo livro, chamado "Cristãos que se beijam".


23/06/11, 17:18

João dos Reis Velloso volta ao Piauí para comemorar 80 anos com livro

Ex-ministro lançará livro no litoral. Antes, foi recepcionado em Teresina e falou com o Cidadeverde.com.

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O economista João dos Reis Velloso escolheu Parnaíba, sua cidade natal, para lançar seu mais novo livro, chamado "Cristãos que se beijam". Ele desembarcou na tarde desta quinta-feira (23) em Teresina, de onde seguirá para o litoral do Piauí, onde iniciará a comemoração pelos seus 80 anos de vida, a serem completados em 12 de julho.

Fotos: Yala Sena


Velloso declarou que, na sua visão, o Brasil teve presidentes inteligentíssimos, mas três se destacam: Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek e Ernesto Geisel, de quem foi ministro do Planejamento. "Eles tinham visão e projeto de Brasil", declarou.

Para Velosso, "está na hora de ter um quarto grande presidente, ou presidenta. E eu espero que a atual seja a quarta", afirmou, ao ser perguntado sobre Dilma Rousseff. 




Sobre a economia de hoje, Reis Velloso contesta a divulgação de números do aumento do Produto Interno Bruto (PIB) como índice de desenvolvimento do País. "Desenvolvimento tem que ser econômico, social, político, cultural, ambiental e também a procura da felicidade", destacou.

O ex-ministro afirmou ainda que é preciso punir o desvio de recursos públicos e que a Justiça precisa ser mais ágil. 


Reis Velloso foi recepcionado pelo prefeito de Teresina, Elmano Férrer (PTB), com quem janta na noite de hoje. Também estavam no saguão o ex-senador Freitas Neto e o atual secretário municipal de Governo, João Henrique Sousa e o jornalista Zózimo Tavares, editor-chefe do Diário do Povo.


Yala Sena (flash do aeroporto de Teresina)
Fábio Lima (Da Redação)
redacao@cidadeverde.com

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Gleisi rejeita rótulo de "trator";Dilma lamenta saida do "amigo" Palocci


08/06/11, 18:04

Gleisi rejeita rótulo de "trator";Dilma lamenta saida do "amigo" Palocci

Dilma Rousseff se disse "triste", e chegou a se emocionar, ao afirmar que tem "motivos" para lamentar saída de Palocci.

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No seu primeiro discurso como ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann afirmou que é “parte da força política do Parlamento”, já que deixou o Senado para se tornar a principal assessora da presidente Dilma Rousseff. O governo enfrenta dificuldades de articulação em sua base aliada e o ex-ministro Antonio Palocci lidava com essa responsabilidade.


Horas depois de ir à tribuna para sua despedida no Senado, Gleisi afirmou que “a política dá sentido à técnica e que esta qualifica a política”. Ao ser convidada para o cargo, ela foi incumbida de priorizar a gestão na Casa Civil, deixando a maior parte das atribuições políticas à enfraquecida Secretaria de Relações Institucionais do ministro Luiz Sérgio.


Ao se dirigir aos parlamentares, muitos deles insatisfeitos com o Palácio do Planalto, Gleisi disse: “Estarei aqui sempre à disposição para decidir com todos, de acordo com a presidente Dilma e do vice-presidente Michel Temer, que representam e coordenam esse projeto”. Muitos peemedebistas preferiam que Palocci seguisse no cargo.


De perfil técnico, a paranaense admitiu que se tornava ministra não apenas pela parte política – ela venceu sua primeira eleição apenas no ano passado. Gleisi agradeceu a seu marido, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, a quem chamou de “companheiro de caminhada e de vida”.  Agradeceu aos filhos e em seguida a Dilma, que conhece desde 2002.



Triste

A presidente Dilma Rousseff se disse "triste", e chegou a se emocionar, ao afirmar que tem "muitos motivos" para lamentar a saída do governo do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci. Ele deixou o cargo após denúncia de que aumentou o patrimônio em 20 vezes em quatro anos.


Na solenidade de posse no Palácio do Planalto da sucessora de Palocci, a senadora Gleisi Hoffmann, Dilma disse que "estaria mentindo" se dissesse que não estava triste. A presidente discursou após as falas de Palocci e de Gleisi Hoffmann.


"Tenho muitos motivos para lamentar a saída do ministro Antonio Palocci. Motivos de ordem política, pelo todo papel que ele desempenhou na minha campanha. Motivos de ordem administrativa pelo papel que tinha e teria no meu governo. De ordem pessoal, pela relação de amizade que construímos", declarou.
 

Dilma afirmou ter “certeza” que Gleisi Hoffmann terá sucesso na chefia da Casa Civil. “Tenho certeza que você será bem sucedida nessa importante função de governo. Sei disso porque a conheço muito bem. A agora ministra-chefe da Casa Civil se notabilizou pela competência de administradora e gestora”, afirmou.


Fontes: Folha e Globo

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terça-feira, 7 de junho de 2011

O ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, deixou o cargo nesta terça- feira (7) de junho de 2011


07/06/2011 18h10 - Atualizado em 07/06/2011 21h13

Ministro Antonio Palocci pede afastamento do cargo, diz nota

Segundo jornal, ele teve patrimônio aumentado 20 vezes em quatro anos.
Substituta será a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR).

Do G1, em Brasília
O ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, deixou o cargo nesta terça- feira (7), quase um mês após a publicação de uma reportagem pelo jornal “Folha de S.Paulo” segundo a qual ele teve opatrimônio aumentado em 20 vezes entre 2006 e 2010.
O Palácio do Planalto confirmou que a substituta será a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), mulher do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.
A saída de Palocci foi comunicada por meio de uma nota divulgada pela Casa Civil. O ministro, que ficou pouco mais de seis meses no cargo, é o primeiro a deixar o ministério no governo da presidente Dilma Rousseff.
Gleisi (Foto: Divulgação)Senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), será a nova
ministra da Casa Civil (Foto: Divulgação)
Apesar de, nesta segunda (6), o procurador-geral da República ter determinado oarquivamento dos pedidos de investigação de partidos de oposição, Palocci avaliou que a "continuidade do embate político poderia prejudicar suas atribuições no governo", segundo a nota.
Veja a íntegra da nota divulgada pela Casa Civil:
"O ministro Antonio Palocci entregou, nesta tarde, carta à presidenta Dilma Rousseff solicitando o seu afastamento do governo.
O ministro considera que a robusta manifestação do Procurador Geral da República confirma a legalidade e a retidão de suas atividades profissionais no período recente, bem como a inexistência de qualquer fundamento, ainda que mínimo, nas alegações apresentadas sobre sua conduta.
Considera, entretanto, que a continuidade do embate político poderia prejudicar suas atribuições no governo. Diante disso, preferiu solicitar seu afastamento."
Patrimônio
Segundo reportagem da “Folha de S.Paulo”, Palocci teria recebido R$ 20 milhões somente em 2010, por meio da Projeto, empresa da qual é proprietário e que prestava serviços de consultoria a empresas. Segundo o ministro, ele firmou contratos entre 2006 e 2010 com empresas que consideraram “útil” a experiência dele como ministro da Fazenda entre janeiro de 2003 e março de 2006, durante o governo Luiz Inácio Lula da Silva.
De acordo com o jornal, metade dos R$ 20 milhões que a empresa de Palocci faturou em 2010 foi obtida nos últimos meses do ano, quando ele participava do governo de transição. Segundo o ministro, isso ocorreu em razão da quitação antecipada de contratos em vigor. O ministro informou que os contratos foram interrompidos depois que ele aceitou convite para integrar o ministério de Dilma.
Depois, outras reportagens apontaram que clientes de Palocci teriam feito negócios com empresas públicas e que um dos clientes foi supostamente beneficiado em uma operação de restituição de imposto de renda junto à Receita Federal, subordinada ao Ministério da Fazenda, pasta que Palocci comandou em 2006.
Na última sexta-feira (3), Palocci concedeu entrevista à TV Globo, a primeira manifestação pública desde que reportagens sobre o aumento do seu patrimônio e suposto tráfico de influência começaram a ser publicadas. Integrantes de partidos da base do governo e da oposição cobravam explicações do ministro.
Na entrevista, Palocci negou que tenha feito tráfico de influência. “Não fiz tráfico de influência, não fiz atuação junto a empresas públicas representando empresas privadas”, disse. O ministro não informou a lista de clientes da Projeto nem quanto teria faturado porque, segundo ele, não poderia expor as empresas em um ambiente político “conturbado”.
Ele afirmou ainda que não poderia apresentar os nomes dos clientes para não prejudicá-los. “Não acho justo expor empresas num ambiente político conturbado, num ambiente de conflito. Se empresas forem feridas com isso, a perda em relação a sua imagem, etc, ninguém pode repor. Então eu prefiro assumir pessoalmente a explicação dessas coisas do que expor uma série de pessoas e empresas.”
Em entrevista à “Folha de S.Paulo”, Palocci disse que, antes de assumir a Casa Civil, não relatou à presidente Dilma Rousseff quais eram as empresas para as quais havia prestado serviços de consultoria.

Sales: PSDB fez gestão “cosmética” e DEM está “em fase terminal”


06/06/11, 16:50

Sales: PSDB fez gestão “cosmética” e DEM está “em fase terminal”

O presidente do PT em Teresina, Francisco Sales, publica artigo em que ataca o PSDB e o DEM.

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O presidente do Diretório Municipal do PT, Francisco Sales, publica artigo nesta segunda-feira (6) afirmando que o PSDB caminha para o isolamento. O petista diz que os tucanos fizeram uma “administração cosmética” e compara: “pinta as unhas sem apará-las para eliminar a sujeira”.



Para Sales, o DEM atualmente é um “doente em fase terminal”.


Veja na íntegra o artigo


O isolamento do PSDB
 

Francisco Sales
Presidente do PT de Teresina
 
         
 A Constituição Federal de 1988 regulamentou os partidos políticos como instrumentos necessários e importantes para o Estado Democrático de Direito, por isso todos concordam que os partidos são fundamentais para a democracia. Até existem partidos em países não democráticos, como as legendas únicas de ditaduras de esquerda e de direita, mas não há democracia sem partidos políticos. No Brasil, os partidos nunca encontraram ambiente propício para se enraizarem e se desenvolverem. Por isso eles foram breves, pouco presentes na vida social e vistos com desconfiança. Na atualidade, segundo o analista Marcos Coimbra do Vox Populi, só o PT expressa o Brasil por ser o maior (em termos de simpatia popular e número de militantes), o mais organizado (com vida interna estruturada e dinâmica), o mais bem-sucedido (com um terceiro mandato presidencial sucessivo) e o mais nacional (com presença expressiva em municípios e comunidades do País inteiro) de todas as agremiações partidárias que existiram em nossa história. 

          Já o PSDB nasceu com o propósito de ser o grande partido político nacional. Com a vitória de FHC, em 1994, a embriaguês provocada pelo sucesso do Plano Real levou Sergio Motta, então ministro das Comunicações, a prever que o PSDB ficaria no poder por 20 anos. Preparou a emenda da reeleição de FHC e passou como um trator sobre a oposição à cata votos para aprová-la. Mas logo no término dos oitos anos de FHC, começou o declínio dos tucanos. Nas duas eleições de Lula o PSDB sofreu um impacto. A vitória de Dilma acelerou o processo em que se encontra agora com a disputa fratricida pelo comando do partido entre os grupos de Serra e Aécio Neves. O seu aliado DEM, sucessor da velha Arena criada pelos militares, parece um doente em fase terminal.

          Ocorre no momento na política nacional uma erosão político-partidária da oposição, capitaneada pelo PSDB. Existem explicações que, sem enraizamento social, a oposição perdeu-se ao deixar o poder. Os adversários do PT se desnortearam ao se apresentarem nas eleições tentando esconder o que fizeram: as privatizações que pressupunham em destruição das bases do “estado brasileiro” para soerguimento de um “estado mínimo”, com globalização e sem soberania. Em meio à atual crise interna do PSDB, FHC admitiu a fusão entre o PSDB e o DEM, além de defender a nova classe média em desfavor do “povão”. Para o cientista político Cláudio Couto, da FGV-SP, a estratégia da fusão interessa mais aos democratas que aos tucanos, e destaca a sobreposição dos interesses pessoais como uma das principais causas da conjuntura. No rescaldo, foi criado recentemente o Partido Social Democrata (PSD) com políticos oriundos dos democratas e dos tucanos que se define não ser de direita, nem de esquerda e nem de centro, sendo partido político para barganhar no poder de acordo com os interesses individuais ou grupais da legenda.

          No Piauí o PSDB passa pelo mesmo Isolamento, pois basicamente só tem aglutinado o velho DEM (ex-PFL contra quem os tucanos já bradaram: “Oligarquia Nunca Mais!”), que perdeu quase todas as suas lideranças, que já eram poucas, para o PSD. E, assim mesmo, o PSDB do Piauí nunca tratou o DEM com a devida consideração. Nas eleições de 2010, por exemplo, negou-lhe a indicação do vice-governador e lançou chapa pura. Nas eleições municipais de Teresina, nos últimos quatro pleitos, seus eventuais aliados numa disputa tornam seus adversários nas eleições seguintes, como aconteceu com o PT (1998/Eleição Estadual), com o PMDB (2000) e, agora, com o PTB (2004 e 2008), ou seja, tem dificuldades de relacionamento com os aliados por sempre rejeitá-los depois da marcha em busca da vitória. Mas o que mais chama a atenção do jeito de governar do PSDB em Teresina é sua administração cosmética, ou seja, pinta as unhas sem apará-las para eliminar a sujeira, isto é, embeleza a cidade em datas comemorativas sem atacar os problemas estruturais de transporte, planejamento urbano, infra-estrutura, entre outros, por pura inapetência em elaborar projetos que efetivamente resolvam as velhas deficiências da Capital.



Da Redação
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